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Decretada emergência na saúde de Niterói PDF Imprimir E-mail
Foi assinado nesta quinta-feira (24/01) um decreto de emergência na saúde do município. Por esta medida, será formado um gabinete de crise que será coordenado pelo secretário municipal de Saúde, Chico D´Ângelo e terá a participação das secretarias de Governo, Conservação e Serviços Públicos, Fazenda, além da Nitrans e da Emusa, que vão ajudar com ações para resolver a crise na saúde de Niterói. O decreto foi assinado na unidade de emergência Mário Monteiro, em Piratininga, na Região Oceânica.

 Segundo o prefeito da cidade, o decreto terá validade de 90 dias, prorrogáveis por igual período mas que pode ser revogado se, no período, a Prefeitura conseguir reveter o quadro de caos no setor.

"Herdamos uma situação crítica e dramática do ponto de vista financeiro e essa crise reflete na prestação dos serviços à população. Esse decreto é uma resposta planejada da Prefeitura de Niterói no sentido de restabelecer a assistência de saúde à população, o abastecimento nas unidades, viabilizar a contratação de profissionais de saúde já que boa parte da rede e recuperar fisicamente as unidades. A saúde de Niterói está na UTI e nosso objetivo é reverter rapidamente essa situação. Não vamos transformar o sistema de saúde de Niterói em sistema de excelência da noite para o dia. Meu compromisso com a população é, até o fim do mandato, em 2016, entregar um serviço de saúde de excelência para que a população possa ser atendida com dignidade. Não é possível que Niterói, que está entre as 100 cidades mais populosas do Brasil esteja na 96ª posição no índice de atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde), sendo que Niterói é a cidade com o maior número de médicos por habitante", disse o prefeito.

Entre as ações que serão implementadas pela Prefeitura está a reforma e adequação física de nove unidades básicas de saúde (Morro do Estado, Cantagalo, Mata Paca, Maravista, Santa Bárbara, Varzea das Moças, Preventório, Baldeador e Souza Soares), a requalificação das unidades Mário Monteiro e Policlínica do Largo da Batalha que passariam a atuar nos moldes das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento). Só nas ampliações e reformas dos postos de saúde, será feito um investimento de R$ 20 milhões repassados pelo governo federal e uma contrapartida do município.

O secretário municipal de Saúde, Chico D´Ângelo afirmou que faz parte também do conjunto de medidas a serem adotadas pela Prefeitura a obra da emergência e da UTI do Hospital Getulinho, no Fonseca. No início deste mês, cumprindo uma das bandeiras da campanha do prefeito, a emergência pediátrica foi reaberta e está funcionando como um hospital de campanha. Em 20 dias, cerca de 3.000 crianças já foram atendidas.

O titular da pasta lembrou que, logo quando a nova administração assumiu a Prefeitura, encontrou uma situação de depreciação do sistema de saúde do município e cita o caso da Mário Monteiro como exemplo.

"A unidade estava com as lâmpadas queimadas, a grama alta, sem respiradores, o raio X não funcionava, os elevadores estavam parados. Já resolvemos o problema do raio X e dos respiradores. Era um cenário e hoje já é outro", disse o secretário.

O prefeito afirmou que, apesar dos problemas financeiros que herdou, o trabalho da Prefeitura não parou e atribui isso à união com os governos federal e estadual.

"Graças a união com os governos federal e estadual conseguimos formar uma carteira de projetos que garantiram recursos e investimentos de R$ 400 milhões. Já reabrimos a emergência do Getulinho e criamos o programa de recapeamento das ruas", disse o chefe do Executivo municipal.

Participaram da assinatura do decreto o procurador geral do município, Carlos Raposo, e a vice-presidente da Fundação Municipal de Saúde, Elaine Lopez.

 

Foto: Leonardo Simplicio

 
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