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Prefeitura de Niterói quer incentivar mundo da moda e gerar mais emprego e renda no setor PDF Imprimir E-mail
12/06/2017 - Depois do sucesso de público e da visibilidade internacional com o desfile da grife francesa de luxo Louis Vuitton, no Museu de Arte Contemporânea, Niterói se prepara para entrar definitivamente para o mundo fashion. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Indústria Naval, Petróleo e Gás da Prefeitura de Niterói apresentou, nesta segunda-feira (11-06), para empresários e interessados em montar negócios na área, o projeto Espaço de Conexão Colaborativa da Moda de Niterói. O evento foi realizado na sede da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro. O projeto é uma parceria do Município com a representação Regional da Firjan Leste Fluminense e com o Sindicato da Indústria de Alfaiataria e Confecções de Niterói.


O objetivo é unir quem já é ligado à moda e quem pretende se especializar no assunto e criar espaços para eventos, exposições, oficinas, desfiles, palestras e workshops, entre outros, além de consultorias de gestão empresarial. Um espaço business para vendas e para dar visibilidade às marcas também está previsto.

O núcleo vai potencializar e fomentar a criação de um coworking (união de grupos que trabalham com o mesmo interesse), e uma estação de trabalho em área coletiva que inclui ainda fábricas compartilhadas, sala de costura, corte, modelagem manual e computadorizada, e coaching (atividade de formação pessoal em que um instrutor ajuda o cliente).

Os incentivadores do projeto apostam ainda no perfil consumidor da cidade. O secretário de Desenvolvimento Econômico de Niterói, Luiz Paulino Moreira Leite, lembra que Niterói tem dez universidades, é uma cidade com muitos usuários conectados à internet, e um local onde se fomenta também a economia do conhecimento. Ele explica que este será mais um aglutinador, um espaço de troca, reaproveitamento e, principalmente, que prestigiará os talentos da cidade, a exemplo do que ocorreu com o Polo Cervejeiro e a Rota Gastronômica da Região Oceânica, que já são realidade.

“Niterói tem as melhores lojas da cadeia nacional, além de outras lojas importantes. A cidade tem muito potencial para ter um selo da moda. A proposta está lançada e agora temos que fazer acontecer. O prefeito já incluiu o projeto em seu plano de trabalho. É uma concepção fantástica para Niterói e vamos pensar juntos num nome sugestivo que projete o espaço, que seja criativo e charmoso como a moda”, afirma Luiz Paulino.

Órgãos importantes, como o Senai Rio, Sebrae, e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, estão participando do projeto.

“A colaboração e a união são fundamentais. As ferramentas para desenvolver a cadeia de moda da cidade estão aí. Os empresários precisam se envolver”, afirma Charbel Tauil, presidente do SindiLojas de Niterói.


Empresários do setor apostam na união para crescer

Cristiane Ferreira e Cristiane Pegano, formadas em moda e proprietárias de uma marca de roupas infantis, acreditam que esse era o elo que estava faltando nesta área na cidade.

“Sentimos dificuldade com fornecedores em aviamentos ou novos materiais, para fazer um produto diferenciado e ter o melhor preço. Essa organização com o poder público e outras instituições de fomento vão nos ajudar a ter isso. Muito boa iniciativa”, elogiaram as sócias.

Claudia Terra, advogada e microempreendedora na área de moda, cama e mesa revela que adorou a ideia.

“Estou bastante motivada porque vai de encontro às necessidades que temos enquanto criadoras. Faço economia criativa com moda casa artesanal, oriundo de um projeto social meu que ensinava mulheres de comunidades a costurar. Hoje elas estão trabalhando e esse impulso é importante. Pode chamar outras mulheres para trabalhar. Importante é incentivar o coletivo”, observou Claudia.

 

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