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Fundação Municipal de Saúde intensifica ações durante Semana de Luta Contra as Hepatites Virais PDF Imprimir E-mail

23/07/2018 – Doenças infecciosas que afetam o fígado e as hepatites virais B e C são alvos de combate neste mês, o Julho Amarelo. Desta terça-feira (24) até sábado (28), período marcado pela Semana de Luta Contra as Hepatites Virais, a Fundação Municipal de Saúde de Niterói vai intensificar os eventos de prevenção que vem acontecendo durante todo o mês nas unidades de saúde da cidade. Para ilustrar a data, no dia 28 o Museu de Arte Contemporânea (MAC) vai ter iluminação especial.

No Hospital Municipal Carlos Tortelly (HMCT), no Centro de Niterói, por exemplo, a enfermaria do SIDA (HIV) está enfeitada com balões amarelos para chamar atenção de pacientes e servidores da saúde sobre a importância da realização dos testes rápidos, que estão no calendário do hospital e das demais unidades de saúde do município.

A oferta dos testes rápidos para hepatites B e C também é considerada uma ação de prevenção. Estes testes podem ser oferecidos a todos os usuários dos serviços de saúde, principalmente às gestantes durante o pré-natal, e no caso da hepatite C às pessoas com idade entre 45 e 65 anos. Acompanhando a avó, internada com problemas cardíacos, a dona de casa Letícia Dutra aproveitou para realizar os testes de triagem da infecção pelos vírus.

"A enfermeira veio me convidar para fazer o exame. É muito importante dar essa oportunidade para a população", comentou, satisfeita com os resultados negativos.

A secretária municipal de saúde de Niterói, Maria Célia Vasconcellos, explica que datas como essa são importantes para que as pessoas estejam conscientes dos riscos de contrair doenças.

“Com o Julho Amarelo, informamos e alertamos a população que a prevenção é o melhor método de combatê-las”, defendeu.

As hepatites B e C são doenças infecciosas que afetam o fígado, podendo evoluir para a hepatite crônica, que tem como principais complicações a cirrose hepática e o câncer de fígado. Essas hepatites podem ser transmitidas por transfusão de sangue; compartilhamento de agulhas, seringas, canudos ou cachimbos; exposição percutânea, ou de mucosa, a sangue ou fluidos corpóreos; relações sexuais sem uso de preservativos; uso compartilhado de escova de dente, alicate de unha, barbeadores e lâminas; hemodiálise; transplante; e tratamento dentário.

As diretrizes de prevenção das hepatites incluem o uso de preservativos em todas as relações sexuais, além do não compartilhamento de agulhas e outros objetos que furam, cortam, ou e que entrem em contato com as mucosas e que estejam contaminadas. No caso da hepatite B, a vacinação é a principal forma de prevenção e está disponível em todas as unidades de saúde para indivíduos com idade até 49 anos. Grupos considerados de alto risco de exposição ou alta suscetibilidade também devem ser vacinados nas unidades da rede.

O Julho Amarelo é organizado pela Assessoria Técnica de IST/Aids e Hepatites Virais de Niterói, que monitora os casos de infecções sexualmente transmissíveis e realiza programas de prevenção. Além dos testes rápidos, o município também fornece vacina contra a hepatite B. O chefe de enfermagem do HMCT, Wanderson Neri, sintetizou o espírito da campanha.

"Estamos focando na conscientização sobre a importância da prevenção das hepatites, com o diagnóstico precoce para o melhor tratamento. Também é a oportunidade de prestar orientações e aconselhamentos aos profissionais de saúde", disse.

Grupos que devem se vacinar contra hepatite B

Devem ser vacinados nas unidades da rede pública de saúde independentemente da idade: gestantes, após o primeiro trimestre de gestação; trabalhadores da saúde; portadores de doenças sexualmente transmissíveis (DST); bombeiros, policiais civis, militares e rodoviários; carcereiros de delegacia e de penitenciárias; coletadores de lixo hospitalar e domiciliar; comunicantes sexuais de portadores de hepatite B; doadores de sangue; homens e mulheres que mantêm relações sexuais com pessoas do mesmo sexo; lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais; pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, entre outras); manicures, pedicures e podólogos; populações de assentamentos e acampamentos; populações indígenas; potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou politransfundidos; profissionais do sexo/prostitutas; usuários de drogas injetáveis, inaláveis e pipadas; e caminhoneiros).

 
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