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Lançado o projeto “Segunda Sem Carne” em Niterói PDF Imprimir E-mail

segunda_sem_carne_-_foto_2O secretário municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói, Fernando Guida abriu na noite desta terça-feira (24/05), no auditório do Museu de Arte Contemporânea (MAC), o projeto “Segunda Sem Carne”. O evento contou com várias palestras de conscientização e a degustação da culinária vegetariana.

 

 

Fernando Guida explicou que o próximo passo da campanha é trabalhá-la em parceria com as outras secretarias. “Já iniciei uma conversa com o presidente da Fundação Municipal de Educação, Cláudio Mendonça, sobre a merenda escolar. Vamos fazer contato com restaurantes e supermercados para que eles ofereçam opções e ainda tenham lucro, sem a venda de carne uma vez por semana”, disse.

O secretário afirmou que o projeto vai se prolongar sem prazo, na educação formal, informal e não formal. “Entendemos que é um bem para as pessoas, os ambientes e é um tema ligado à ética, gentileza, cuidado, prevenção e saúde”, ponderou.

 

O “Segunda Sem Carne” surgiu em 2003, nos Estados Unidos, como Meatless Monday, com o objetivo de reduzir em 15% a produção mundial de carne de boi, frango e derivados, fazendo com que as pessoas evitem comer carne pelo menos uma vez por semana. No Brasil, a campanha chegou em 2009. Aqui, além de tentar mudar hábitos alimentares, o movimento tem alertado para o fato de que um menor consumo de carne ajuda a preservar a floresta nativa, uma vez que grande parte dela é derrubada para virar pasto.

 

Uma das palestrantes, a presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira, Marly Winckler, contou que a campanha já teve adesões como as das prefeituras de São Paulo e Curitiba. “Segunda-feira é um dia para começar coisas novas, iniciar dietas, mas o projeto pode ser realizado em qualquer dia”, explicou. Ela apontou como bons motivos para aderir ao projeto, os problemas causados pelo aquecimento global e as mudanças climáticas, advindas do desmatamento. “A indústria da carne é a que mais usa e contamina a água, além disso, a alimentação vegetariana têm várias vantagens para a saúde e é mais barata”, enumerou.

 

segunda_sem_carne_-_foto_1O professor de Direito Ambiental da UFRRJ e de pós-graduação em Direito Ambiental da PUCRio, Daniel Braga Lourenço, em sua palestra, disse que “o cidadão norte-americano, ao longo de sua vida, consome 10 mil animais inteiros”.

 

Vegetariano há 33 anos e vegano há 27, Cláudio Portugal, explicou a diferença entre ser um vegetariano e um vegano. “O vegetariano não come carne, ou seja, não ingere corpos de animais mortos. O vegano também não consome leite, ovos, mel e lã”.

 

Bianca Kolling Turano, coordenadora do Grupo Rio da Sociedade Vegetariana Brasileira, e que recebeu em 2009 o prêmio de Ativista do Ano da SVB, falou sobre o ativismo do grupo que vem lutando para impedir rodeios e vaquejadas.

 

O estudante Noel Nascimento, 16 anos, que é vegano desde que nasceu disse que existe toda uma ética e uma atitude nesse modo de vida. “O vegano não aceita consumir leite, ovos, manteiga, produtos que para serem produzidos resultaram em algum sofrimento animal”.

 

Cerca de 100 pessoas compareceram ao evento, entre eles, o secretário municipal de Abastecimento, Paulo Rosa. Foi servido um coquetel vegetariano, criado especialmente para a ocasião pelos restaurantes Bio Carioca, Refeitório Orgânico, Vegan Vegan e Bardana.

 

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