Guarda Ambiental de Niterói já resgatou 500 animais este ano Imprimir

09/10/2017 – Eles podem ser fofos, como filhotes de corujas, capivaras, gambás, ou aqueles que metem medo em quem se aproxima, como as cobras. Os animais silvestres estão ganhando, cada vez mais, o carinho de moradores de Niterói e têm dado bastante trabalho para a Coordenadoria Ambiental da Guarda Municipal. Desde o início do ano, já foram 500 animais resgatados – só no mês de setembro o número chegou a 170. Mas, mesmo que tenham carinha doce, os guardas alertam: o ideal é se afastar e entrar em contato com o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) pelo 153 para solicitar o resgate do animal.

Toda a equipe ambiental tem treinamento especial para os diversos resgates de animais. Quando o animal não está ferido, é reintegrado ao seu habitat natural, mas quando necessita de cuidados específicos é encaminhado ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), que fica em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Tudo depende de como o animal é resgatado. Uma coisa é certa ao serem acolhidos pela Guarda Ambiental, filhotes ou não, recebem alimentos, água e muito carinho.

Em alguns casos para tentar salvar o animal que está debilitado vale tudo, como explica o subinspetor Edson Jorge Ayd Martins, coordenador da Guarda Ambiental. Ele se recorda que recentemente resgataram, em Itaipu, uma tartaruga verde que já estava quase morta. A equipe prestou os primeiros socorros, que incluiu massagens, e o animal foi salvo. Neste caso, a tartaruga foi levada para o Centro de Tratamento de Animais Marinhos (CAT), no Rio de Janeiro. Esta espécie está ameaçada de extinção e classificada na categoria vulnerável.

“Como num hospital, fazemos a classificação de risco na hora de atender as chamadas e priorizamos, mas procuramos atender todas, tanto no que se relaciona a salvar, como resgatar para reintegrar. A população hoje já entende que não deve hostilizar, pois a maioria desses animais que resgatamos contribuem para a manutenção do ecossistema. Os moradores querem acolher os bichos e se preocupam. Mas, é bom reforçar que não devem tentar mexer para segurança do animal e do próprio morador. É importante que a captura ou acolhimento seja feita por pessoas especializadas”, explica o coordenador.

Ele explica que esses cuidados devem ser tomados principalmente quando o assunto é cobra já que a maioria das pessoas não sabe se a serpente é venenosa ou não. A orientação é que a pessoa se afaste e peça ajuda. Somente este ano já foram quase 60 cobras resgatadas em telhados, garagens, baldes e até em janelas de residências em diversos bairros da cidade. Quando não têm veneno, são reintegradas a natureza, mas quando são venenosas, são levadas para o Instituto Vital Brasil.

Segundo a Coordenadoria Ambiental da Guarda, também foram meses de resgate de muitos gambás, em sua maioria filhotes, pássaros silvestres, capivaras, corujas e até filhotes de micos em telhados.

“São casos diferentes. Muitos podem aparecer buscando alimentação ou água ou mesmo fugindo de fogo. Mas sempre damos o mesmo tratamento, avaliamos as condições, os alimentamos e damos o destino adequado”, explica o subinspetor Edson Jorge.