Prefeito de Niterói participa de debate sobre futuro das cidades e políticas públicas Imprimir

05/04/2018 – O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, participou, nesta quinta-feira, em São Paulo, de um seminário para debater políticas públicas que promovam o desenvolvimento sustentável das cidades. O chefe do Executivo de Niterói, que foi convidado pela Fundação Getúlio Vargas e pelo Banco Latino Americano de Desenvolvimento – Cooperação Andina de Fomento (CAF), traçou um panorama de seus primeiros cinco anos à frente da prefeitura durante a apresentação do Relatório de Economia e Desenvolvimento 2017 – Crescimento Urbano e acesso a oportunidades, um desafio para a América Latina elaborado pela instituição financeira.

O estudo aborda as iniciativas que vêm sendo adotadas nas cidades, faz um diagnóstico da situação dos principais municípios latino americanos e propõe estratégias e projetos que podem ser implementados para garantir um crescimento sustentável das cidades.

Em sua apresentação, Rodrigo Neves falou sobre a situação herdada ao assumir a prefeitura, em 2013, as ações adotadas para sanear as finanças do município e retomar o crescimento da cidade.

“Herdamos um quadro muito difícil em função da tragédia das chuvas e da desorganização das contas públicas, com dívidas altas e de curto prazo. Precisamos adotar medidas de austeridade, modernização da gestão para superarmos essa primeira etapa e, a partir daí, implementarmos os projetos para a nossa cidade”, explicou.

Em seguida, o prefeito destacou os investimentos sociais, em mobilidade urbana, na modernização da gestão, educação e outras áreas consideradas fundamentais para o crescimento do município com a consequente redução das desigualdades.

“Realizamos um amplo processo de modernização da gestão, reconhecido por órgãos independentes, investimos em obras de contenção de encostas e estruturamos a Defesa Civil municipal, criamos o maior programa de habitação da história da cidade, medidas estas que possibilitam o aproveitamento de oportunidades no município”, disse.

Rodrigo Neves ressaltou, ainda, a construção da TransOceânica, maior obra de mobilidade de Niterói e a recuperação de espaços públicos e aumento da proteção à áreas verdes de Niterói.

“Em nosso país, nas nossas cidades, não há alternativa de crescimento sustentável que não passe pela melhoria dos transportes coletivos. Em nossa gestão estamos trabalhando nisso desde os primeiros dias. Apostar no transporte individual para a mobilidade e inviabilizar as cidades”, enfatizou.

Durante o seminário, o prefeito ressaltou, ainda, a necessidade de ação conjunta entre municípios, em busca de políticas públicas que beneficiem diretamente diversas cidades e usou como exemplo o Consórcio dos Municípios do Leste Fluminense (Conleste), que preside desde 2017:

“Há uma necessidade de integrar as cidades, desenvolver projetos que tragam benefícios para todos e a ação dos consórcios, como o Conleste, é fundamental nesse sentido. Propus ao diretor representante da CAF no Brasil, Jaime Holguín, uma parceria que poderá se tornar o primeiro caso concreto de colaboração entre um grupo organizado de cidades e a instituição”, destacou Neves, que deverá liderar um encontro dos 15 municípios do Conleste com representantes da CAF durante o encontro da Frente Nacional dos Prefeitos em Niterói no próximo mês.

O ponto central do estudo apresentado pela CAF, a acessibilidade, toma como base a capacidade de famílias e empresas alcançarem as oportunidades disponibilizadas nas cidades. Ainda de acordo com o relatório, o conceito de acessibilidade se baseia em quatro pontos da administração pública: planejamento e regulação do uso do solo; mobilidade urbana; funcionamento do mercado imobiliário; e existência de mecanismos de coordenação metropolitana.

Participaram do debate com o prefeito o coordenador geral de financiamentos externos do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Marcelo de Paula, o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Daniel da Mata, e Ciro Biderman, professor da Fundação Getúlio Vargas. A mediação ficou a cargo de Oswaldo López, economista da CAF para o Brasil.