Santo Antônio, na Região Oceânica, terá mais de 13 quilômetros de rede de drenagem e pavimentação Imprimir

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27/09/2019 –
A reurbanização do bairro Santo Antônio, na Região Oceânica, já começou com a instalação do canteiro de obras. As melhorias de infraestrutura urbana, drenagem e pavimentação vão minimizar os problemas das enchentes históricas na região. Ao todo, 24 ruas e mais de 13 quilômetros de vias serão contempladas.

 


O prefeito Rodrigo Neves destaca que os ajustes que feitos nas contas públicas desde que assumiu a Prefeitura de Niterói, em 2013, têm permitido a realização de grandes obras estruturais na cidade.

“O que está acontecendo no Santo Antônio não é uma obra do acaso. Trabalhamos duro para devolver qualidade de vida à Região Oceânica. Tenho orgulho de ser o prefeito que tirou do papel o túnel Charitas-Cafubá, sem pedágio conforme prometido, e já ter urbanizado bairros como Fazendinha, Cafubá, Boa Vista, Bairro Peixoto, Piratininga. Muitas outras obras virão”, destacou.

Financiado pelo Projeto Região Oceânica (PRO-Sustentável), o investimento no Santo Antônio será de R$52,8 milhões – 33% a menos que o valor previsto no edital de licitação. O Consórcio Bairro Santo Antônio, vencedor da concorrência pública, estima finalizar as obras até dezembro de 2020, diminuindo o prazo inicial de 24 para 17 meses.

No projeto estão incluídas a implantação de rede de drenagem nas bacias 02 (entre a Estrada Francisco da Cruz Nunes, Condomínio Ubá III e Av. São Gualter) e 03 (entre a Estrada Francisco da Cruz Nunes, ruas Átila Nunes, Jornalista Sidney Correa e Av. Almirante Tamandaré). As intervenções começarão pela drenagem da bacia 02, que realizará o deságue das águas pluviais para a nova galeria da Av. Almirante Tamandaré, implantada com as obras da TransOceânica.

De acordo com o presidente da Emusa, Reinaldo Pereira, foi necessário um estudo minucioso para definir as intervenções que responderiam de forma eficaz à complexidade que o bairro Santo Antônio representa, dada a quantidade de aterro que sofreu ao longo dos anos e ao fato de ficar localizado abaixo do nível do mar e da própria Lagoa de Piratininga.

“O bairro acaba recebendo uma grande quantidade de água que desce do maciço do Jacaré e não tem para onde escoar, causando os constantes alagamentos em qualquer dia de chuva. Nós contratamos, então, por concorrência pública, uma empresa internacional especializada neste tipo de intervenção, que fez um estudo de engenharia, de hidráulica e de procedimentos de macrodrenagem para definir a melhor intervenção”, explicou Reinaldo.

Administrador da Região Oceânica, Carlos Boechat lembra que durante muitos anos os moradores da região sofreram com a falta de perspectivas com relação a realização das obras no local:

 

"Não é uma intervenção fácil. Desde que estamos no governo, estamos estudando a melhor forma de realizar as obras dentro de todos os padrões e que realmente possam resolver os problemas do bairro. Não adiantaria fazermos medidas paliativas. Com essas intervenções, vamos resolver os problemas de alagamento no Santo Antonio”, afirmou Boechat.