Guarda Ambiental de Niterói resgata ouriço-cacheiro escondido na estante de uma casa em São Francisco Imprimir


08/11/2019 – Os animais silvestres deram trabalho esta semana para os agentes da coordenadoria ambiental da Guarda Municipal de Niterói. De domingo até a manhã desta sexta-feira (8), as equipes resgataram 52 bichinhos que estavam em telhados, calçadas ou perdidos na rua. A maioria estava com boas condições de saúde e foi reintegrada ao seu habitat natural na Unidade de Conservação no Parque da Cidade. Apenas este ano, já foram resgatados mais de 1.500 animais na cidade.

 



Na manhã desta sexta-feira, o morador de uma casa em São Francisco foi surpreendido com um visitante inesperado: um ouriço-cacheiro. O animal, que tem espinhos e gosta de se esconder entre árvores, acabou buscando a biblioteca da casa e uma estante de livros como esconderijo. Passado o primeiro susto, o proprietário da residência ligou para o telefone 153, que atende no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), para acionar os guardas. Após o resgate e avaliação, o roedor foi solto no Parque da Cidade.

Durante essa semana, 52 animais foram resgatados pelos agentes da coordenadoria ambiental da Guarda: 42 gambás, 4 gaviões carijós, 2 ouriços cacheiros, 1 lagarto teiú, 1 jiboia e 2 pássaros.

“A Coordenadoria Ambiental conta com profissionais preparados para o resgate dos animais silvestres. Quem localizar um animal fora de seu habitat ou em condição de risco, deve acionar o serviço de emergência 153. A partir daí, a Guarda Municipal de Niterói recebe a solicitação e adota os procedimentos necessários para a segurança do animal do espécime e das pessoas. Um bicho que se sente acuado ou ameaçado pode atacar, se machucar e machucar as pessoas em volta, por isso recomendamos que os cidadãos não se aproximem e nos acionem”, explica Edson Jorge, responsável pela coordenadoria.

Ele explica que a maioria dos animais, após a contenção e captura, é reintegrada a unidade de conservação mais próxima do local de resgate, após avaliadas as condições físicas. Os que apresentam algum tipo de debilidade são encaminhados para instituições como o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Crase), que fica em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio; o Centro de Atendimento de Animais Marinhos; Centro de Triagens de Animais Silvestres (Cetas), em Seropédica; ou Instituto Vital Brazil quando é o caso de cobra venenosa. Animais como os caranguejos apreendidos em época de defeso são levados para a Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim.